Os escorpiões de importância médica no Brasil pertencem ao gênero Tityus, que é o mais rico em espécies, representando cerca de 60% da fauna escorpiônica neotropical. As principais espécies são: Tityus serrulatus, responsável por acidentes de maior gravidade, Tityus bahiensis e Tityus stigmurus. O Tityus cambridgei (escorpião preto) é a espécie mais freqüente na Amazônia Ocidental (Pará e Marajó), embora quase não haja registro de acidentes.

 

Tityus serrulatus

Também chamado escorpião amarelo, podendo atingir até 7cm de comprimento. Apresenta o tronco escuro, patas, pedipalpos e cauda amarelos sendo esta serrilhada no lado dorsal. Considerado o mais venenoso da América do Sul, é o escorpião causador de acidentes graves, principalmente no Estado de Minas Gerais. Apresentam partenogênese e é a única espécie encontrada na zona urbana de Betim

Distribuição geográfica: Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e SP.

 

Tityus bahiensis

Apresenta colorido geral marrom-escuro, às vezes marrom-avermelhado, pernas amareladas com manchas escuras. Fêmures e tíbias dos pedipalpos com mancha escura. A mão do macho é bem dilatada.

É o escorpião que causa os acidentes mais freqüentes no Estado de São Paulo.

Distribuição geográfica: Bahia até Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

 

Tityus stigmurus

Apresenta colorido geral amarelo-claro com um triângulo negro na cabeça e uma faixa longitudinal mediana e manchas laterais no tronco.

Distribuição geográfica: Nordeste do Brasil.

 

Tityus cambridgei

Apresenta colorido geral castanho-avermelhado, com pontos de cor clara. O macho apresenta uma cauda mais longa que a fêmea.

Distribuição geográfica: Região Amazônica.

 

Tityus trivittatus

Apresenta colorido amarelo-escuro, com três faixas longitudinais quase negras, podendo haver pequenas variações na cor. Atinge cerca de 7cm de tamanho.

Distribuição geográfica: Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

 

 

Sérgio de Abreu Chumbinho

Biólogo – Bio Control Controle Ambiental

 

Fonte: Manual de Diagnóstico e Tratamento de Acidentes por Animais Peçonhentos – 1998 Fundação Nacional de Saúde – Ministério da Saúde

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